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2011-05-17 Article cavalos de Tiro na Pena

O restauro do Chalet e do Jardim da Condessa d’Edla, na zona Ocidental do Parque da Pena, foi acompanhado pela recuperação da adjacente Quinta. Integrarão um novo pólo de visitação no extremo do Parque oposto ao Palácio, totalmente desconhecido do público.
Com esta iniciativa, a Parques de Sintra Monte da Lua (PSML) cumpre a sua missão de recuperar e abrir à fruição pública as propriedades que lhe foram confiadas, encontrando para elas motivos que atraiam visitantes. Indica a experiência que estes valorizam sobretudo a qualidade das intervenções, a oferta de actividades que respeitem os valores patrimoniais, permitam a compreensão das funções originais dos espaços e, simultaneamente, estimulem o reaproveitamento de técnicas tradicionais com mais-valias para a conservação do património natural e cultural.
Nesta perspectiva, a PSML iniciou, em 2010, um projecto para a recuperação de métodos tradicionais de trabalho na exploração e manutenção florestal, nomeadamente a utilização de cavalos. Isto porque, numa óptica de gestão sustentável das florestas, a mecanização florestal é restringida sempre que a topografia do local é acidentada, o risco de erosão do solo é elevado e coloque em risco valores importantes para a preservação do património natural e cultural, como são exemplo as áreas geridas pela PSML na Serra de Sintra - classificadas como Rede Natura 2000 e Paisagem Cultural da Humanidade (UNESCO, 1995).
Como outrora, os cavalos podem também ser utilizados na atrelagem, em práticas agrícolas, na recolha de resíduos, na limpeza de estradas e caminhos e em actividades educativas e recreativas nos Parques.
Com vista à introdução de cavalos de trabalho na Serra de Sintra, a PSML estabeleceu contactos com o Centro Europeu do Cavalo, nomeadamente com o seu director Pierre Arnoud (Centre Européen du Cheval, localizado perto de Liège, instituição do Governo Belga vocacionada exactamente para manter viva esta prática florestal), com o qual veio a contratar o apoio logístico e de consultoria ao projecto, a aquisição de três cavalos e a formação de técnicos portugueses.
Em 2011, o projecto concretizou-se e a 21 de Abril chegaram ao Parque da Pena, três cavalos da raça Ardennais: o Kali, o Valseur e o Medhi. A opção por esta raça deveu-se ao facto deste tipo de cavalos serem muito populares para trabalhos na floresta, por serem relativamente pequenos, ágeis, muito fortes, e de temperamento muito dócil. Esta é uma das raças mais antigas e bem documentadas em toda a Europa.
Os tratadores da Parques de Sintra receberam uma formação intensiva de 2 semanas na Bélgica, e estão neste momento a receber uma formação de mais duas semanas em contexto de trabalho no Parque da Pena. O formador é Marc Guillame, Belga.
Os cavalos adquiridos possuem idades compreendidas entre os 5 e os 9 anos de idade. Poderia pensar-se que os cavalos possuem já uma idade avançada, mas na realidade é só a partir dos 7 anos que estes se encontram numa fase de amadurecimento para poderem trabalhar com eficácia na floresta. Até lá é um processo de aprendizagem que se inicia aos 3 anos de idade. O período durante o qual trabalham é muito variável, mas podem trabalhar, se não tiverem problemas de saúde, até aos 20 anos.
Os cavalos são comandados essencialmente através de ordens vocais e sem grande auxílio das rédeas. Respondem a mais de 10 tipos diferentes de ordens vocais, e respondem sempre pelo seu nome.